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AVCB em Minas Gerais: PTD, PTS ou PT?

Como saber qual processo o seu imóvel precisa no Corpo de Bombeiros, quanto tempo leva e por onde começar.

Resumo Se o imóvel tem mais de 12 m de altura, mais de 930 m² (1.200 m² se for só residencial), hidrantes ou sprinklers, ou recebe mais de 200 pessoas em reunião de público, o caminho é o PT. Fora disso, é PTS para atividades de risco III ou PTD para risco II.

Em Minas Gerais, a regularização de imóveis no Corpo de Bombeiros segue o Decreto Estadual 47.998/2020 e as Instruções Técnicas do CBMMG, principalmente a IT 01. Todo o processo corre no Infoscip, o sistema on-line dos Bombeiros.

O primeiro passo é descobrir o nível de risco da atividade, que sai das atividades (CNAE) cadastradas na Redesim-MG. Depois, as características do imóvel definem qual projeto apresentar.

Os três níveis de risco

  • Risco I: a atividade é dispensada de licenciamento. A declaração de dispensa sai na hora.
  • Risco II: emite-se um certificado provisório de até 1 ano, e o imóvel precisa ter o CLCB válido depois disso.
  • Risco III: é preciso passar pela vistoria e ter o AVCB antes de começar a funcionar.

Quando o PT é obrigatório

O Projeto Técnico é exigido sempre que o imóvel atende a pelo menos um destes critérios:

CritérioLimite
Altura da edificaçãoAcima de 12 m
Área total, uso exclusivamente residencialAcima de 1.200 m²
Área total, demais usos (exceto agronegócio)Acima de 930 m²
Sistema hidráulico de combate a incêndioHidrantes, chuveiros automáticos, nebulizadores, CO₂
Separação entre edificações que isente medidasConforme a IT 05
Local de reunião de público (grupo F)Mais de 200 pessoas

PTS e PTD: os caminhos simplificados

PTS, Projeto Técnico Simplificado

Vale para atividades de risco III que não se enquadram no PT. Não há análise de projeto: depois que as medidas de segurança estão instaladas, pede-se a vistoria, e o AVCB é emitido logo após a aprovação.

PTD, Projeto Técnico Declaratório

Vale para atividades de risco II que não se enquadram no PT. Não há análise nem vistoria prévia. O CLCB é emitido no Infoscip, e o imóvel fica sujeito à fiscalização posterior.

Quanto tempo leva

O CBMMG publica prazos máximos para cada etapa:

  • Análise de projeto (PT): até 30 dias.
  • Vistoria para emissão do AVCB: até 10 dias úteis.
  • Declaração de dispensa e certificado provisório: na hora.

Se o prazo não for cumprido, o pedido pode ser aprovado tacitamente, conforme o Decreto Estadual 48.036/2020. Na prática, o que mais pesa no prazo total é o tempo das adequações no imóvel, como extintores, sinalização e iluminação de emergência.

Por onde começar

  1. Confira as atividades (CNAE) da empresa e o nível de risco na Redesim-MG.
  2. Levante a área construída, a altura e o número de pessoas que o imóvel recebe.
  3. Veja se há ou se haverá hidrantes ou sprinklers.
  4. Com isso, defina o processo e contrate um responsável técnico habilitado para o projeto e a ART.

Quer pular essa parte? Use o simulador da nossa página de AVCB: em 30 segundos ele mostra o enquadramento provável e já monta o pedido de orçamento.

Fontes: CBMMG, licenciamento de empresa e edificação · Decreto Estadual 47.998/2020 · IT 01 do CBMMG

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